“Eu te amo”: Gilvam aposta em jargão apaixonado para atrair eleitor

O candidato ao Senado Gilvam Borges (MDB) escolheu um slogan, no mínimo inusitado para esta eleição. No final de cada fala, Borges dispara um sonoro “eu te amo” para o eleitor. A declaração tem dividido opiniões. Uns veem como uma boa iniciativa, outros como uma brincadeira de Gilvam ou uma é hipocrisia eleitoral. De forma boa ou ruim, a frase tem repercutido e isso faz parte da estratégia de campanha.

A ideia é do próprio Gilvam, que além de candidato, também é o marqueteiro da campanha. Ao criar o bordão, Borges pensou em marcar presença no horário eleitoral e ser lembrado pelo eleitor na hora do voto, principalmente na segunda opção.

A estratégia é arriscada. Mas também pode ser um gatilho mental poderoso. Quem não lembra do “mentiroso, não é pão”? de tanto repetida, a frase marcou a eleição de 2014 e ajudou a criar o sentimento negativo que derrotou o ex-governador Camilo Capiberibe (PSB).

A eleição do deputado Tiririca com seu “pior que tá não fica” ou a repetição frenética de “1380, 1380, 1380” do ex-vereador Rocha do Sucatão são outros exemplos de bordões bem sucedidos. No caso de Gilvam, pode até não dar os votos que ele precisa, mas pela lógica do “falem bem ou falem mal, mas falem de mim” já funcionou.

Compartilhar