Na iniciativa privada, Jaime Nunes construiu uma história de sucesso indiscutível. É um empreendedor arrojado e visionário. A partir de janeiro, no entanto, nunes vai lidar com a máquina pública. Que tipo de vice será Jaime? O vice fraco de um governo forte ou o vice forte de um governo fraco?
Se não for vítima do canibalismo político que ameaça a unidade do grupo de Waldez, o que é pouco provável, mas não impossível, Jaime será um vice forte. O perfil do empresário indica que buscará o protagonismo, tentando reproduzir no governo a mesma dinâmica que aplicou no campo empresarial, ocupando espaços de relevância no governo.
Leve-se ainda em consideração que Waldez não pode ser reeleito e que, se concorrer ao Senado em 2022, como se imagina, é Jaime quem assume a titularidade do governo e pode ser candidato a governador.
Quanto a força do governo, pode-se dizer que estamos diante de uma incógnita. Tudo vai depender das mudanças que Waldez vai fazer e do ritmo dado a gestão, a partir de janeiro. E diga-se: é grande a pressa por mudanças e resultados, principalmente em áreas estratégicas como saúde, educação e segurança.
Além disso, como Amapá depende muito do governo federal, também serão decisivos os erros e acertos da gestão Bolsonaro e a relação que o presidente eleito terá com a bancada federal e o governo amapaense.
A soma de todas essas variáveis vai definir o destino de Jaime e do quarto governo de Waldez.