Amapá será 1º estado da região norte a receber projeto que aperfeiçoa tratamento a pacientes terminais

O Amapá é o 1º estado da região norte a receber o Projeto de Cuidados Paliativos desenvolvido pelo Hospital Sírio-Libanês em parceria com o Ministério da Saúde. O suporte se refere à assistência oferecida aos pacientes e familiares diante de uma doença grave.

O projeto faz parte do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS). O objetivo é utilizar o conhecimento e expertise de instituições de saúde privadas consideradas de excelência para contribuir com o fortalecimento do SUS. O Sírio-Libanês vai reforçar a qualificação das esquipes de assistência para o suporte aos pacientes e familiares.

Neste primeiro momento, a ação é voltada à Unidade de Alta Complexidade em Oncologia (Unacon) do Hospital de Clínicas Alberto Lima (Hcal). Com efetivação estimada em 10 meses, o projeto também prevê a capacitação online, na plataforma de educação do próprio Sírio-Libanês, de 250 servidores da rede pública de saúde para que eles possam atuar como multiplicadores do projeto.

Na primeira fase, uma equipe do hospital privado visita a Unacon para realizar um diagnóstico situacional e avaliar que medidas podem ser implementadas para contribuir na inserção da cultura de cuidados paliativos gerais na unidade.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), são considerados cuidados paliativos o atendimento a todo paciente que possui uma doença ameaçadora da vida e a avaliação de proporcionalidade de cuidados curativos e paliativos necessários para esse paciente.

A psicóloga da equipe do Hospital Sírio Libanês, Fernanda Pimentel, explicou que a capacitação dos profissionais dentro do SUS é o que vai possibilitar uma maior qualidade da assistência e qualidade de vida.

“Falamos da preservação da autonomia do paciente, sempre que isso for possível dentro da condição clínica dele, da independência, dignidade e da qualidade de vida até os seus últimos momentos”, disse.

Segundo o secretário de Saúde, Juan Mendes, o objetivo é expandir a ação a outras unidades da rede estadual de saúde.

“É um tipo de atendimento que existe há muito tempo. Queremos oferecer mais humanização para o usuário e treinamento qualificado para a equipe”, ressaltou.

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