Amapá elegeu nove senadores, em sete eleições. Veja quem são eles

Henrique, Sarney e Jonas (da esquerda para a direita)

Muita gente não sabe, mas o Amapá já elegeu nove senadores. Ao todo são sete eleições para o Senado em vinte e quatro anos de disputas eleitorais. Embora ainda estejam todos vivos, muitos são ilustres desconhecidos das novas gerações de eleitores. Nomes de peso no passado, como Henrique Almeida e Jonas Pinheiro, no presente são apenas parte de uma história pouco contada. Já o nome de José Sarney continua muito vivo tanto na lembrança dos que o amam, quanto dos que o odeiam.

Almeida, Pinheiro e Sarney foram os primeiros senadores eleitos Amapá, na eleição de 1990. Eram três vagas. A primeira vaga tinha mandato de oito anos e foi preenchida por Sarney, que recém-saído da presidência da república, obteve 24,55% dos votos. As duas outras tinham mandato de quatro anos. Em segundo foi eleito o endinheirado Henrique Almeida com 12,52% e em terceiro o ex-prefeito de Macapá Jonas Borges (depois Jonas Pinheiro), com 12,05%.

Gilvam Borges e Sebastião Rocha (hoje Bala Rocha) foram o quarto e o quinto eleitos, respectivamente. Eles venceram a eleição de 1994, quando Jonas concorreu ao governo e Henrique Almeida tentou a reeleição, mas não conseguiu. Em 1998 Sarney, que já era senador, renovou o mandato com certa facilidade. O candidato do PMDB, que agora é MDB, obteve 27,95% dos votos, enquanto que Hildegardo Alencar (PT) obteve 15,21%. Como era eleição para apenas uma vaga, Hildegardo, ficou chupando o dedo, apesar de bem votado.

Capiberibe, Bala e Gilvam em tempos de paz.

O sexto senador eleito foi Papaléo Paes, em 2002. Naquela eleição, o político que renunciou ao cargo de vice-governador recentemente, foi eleito senador com mais de 124 mil votos, um record impulsionado por um sentimento de justiça, em função da eleição que Papaléo havia perdido (ou ganhado, mas perdido) há dois anos para João Henrique Pimentel (PSB). A eleição seria uma vingança do eleitor contra o episódio envolvendo as famosas urnas do Bailique, que deram a vitória João Henrique ou tiraram a vitória de Papaléo, de acordo com quem esteja contando a história. No mesmo ano, João Capiberibe foi eleito com a segunda melhor votação, aumentando para sete o número de eleitos para o cargo.

Depois de perder eleição para prefeito, Papaléo se elegeu senador, em 2002

Em 2006 houve eleição para a vaga que era ocupada por Sarney. Parecia que tudo ia bem, mas o ex-presidente levou um susto da estreante Cristina Almeida (PSB), que encostou nele nas pesquisas e o fez rebolar em rodas de Marabaixo na busca do voto. Passado o susto, Sarney venceu a disputa com 53,87% dos votos, contra 43,59% de Cristina, que perdeu a eleição e a chance de ser a primeira mulher eleito para o senado pelo Amapá.

Randolfe Rodrigues é oitavo senador eleito, em 2010, o ano da “hecatombe”, da “fatalidade”, da “injustiça”, da “vergonha” ou de tantos outros termos usados para definir o efeito que a Operação Mãos Limpas provocou na disputa. Depois da prisão de Waldez Góes, candidato que liderava as pesquisas, Randolfe disparou e foi eleito em primeiro lugar com a histórica votação de mais de 200 mil votos. João Capiberibe conquistou a segunda vaga.

Eleito em 2010 com mais de 200 mil votos, Randolfe tenta a reeleição

O nono e último eleito foi Davi Alcolumbre, hoje candidato ao governo. Na eleição deste ano são duas vagas em disputa. Como João Capiberibe concorre ao governo, apenas Randolfe concorre à reeleição. Se Rodrigues vencer, o Amapá chegará dez eleitos. Se não vencer, elegeremos o décimo e o décimo terceiro senador ou senadora, já que existem três candidatas que pleiteiam a vaga: Fátima Pelaes (MDB), Janete Capiberibe (PSB) e Joaquina Lino (PCB).

Eleito em 2014, Davi concorre ao governo.

 

Pesquisa feita com colaboração do jornalista Reginaldo Borges

 

 

Compartilhar