Operação “Jim Jones”: a profecia de Gilvam para Waldez

“Waldez vai matar os companheiros e se matar depois”, declarou o ex-senador Gilvam Borges depois que o Waldez Góes permitiu que cinco candidatos ao Senado fossem lançados dentro do grupo de apoio ao PDT. “É a Operação Jim Jones”, batizou Gilvam.

Na avaliação de Borges, ao lançar cinco candidatos a senador, Waldez estava matando as chances de vitória de Lucas Barreto, do próprio Gilvam, Fátima Pelaes, Jorge Amanajás e Guaracy Jr. E, ao não priorizar a eleição para o Senado e se cercar de maus conselheiros, Waldez estaria cometendo um suicídio político.

A menos de uma semana da eleição, há sinais de que a profecia de Gilvam pode se cumprir, pelo menos em parte. Na eleição para Senado, Randolfe Rodrigues tem 59%, Janete Capiberibe 30% e Lucas Barreto, o mais bem posicionado candidato de Waldez, tem 22%, de acordo com o Ibope. Oito pontos atrás de Janete e dividindo votos com os outros candidatos do grupo de Waldez, Lucas vê a segunda vaga de senador ficar mais distante.

Na eleição para o governo, Waldez está tecnicamente empatado com Capiberibe e Davi em franco crescimento. Com a disputa acirrada, tudo é possível. Inclusive que Waldez não passe para o segundo turno e a profecia de Gilvam se cumpra por completo.

Jim Jones foi o fundador de uma seita religiosa que incentivou o suicídio de mais de 900 pessoas por ingestão de veneno, na antiga Guiana Inglesa, em 1979. Depois de tirar a vida dos fiéis, Jones suicidou-se com um tiro na cabeça.

 

 

 

 

 

 

Compartilhar