Grupo do PDT sai fortalecido, mas corre risco de fragmentação

O PDT de Waldez Góes perdeu com Roberto Góes, Maria Góes e Ericláudio Alencar, mas elegeu Lucas Barreto para o Senado, Waldez para o governo e Marília Góes para a Assembleia Legislativa. A relevância das vitórias para governo e Senado superam as perdas na Câmara e Assembleia e fortalecem ainda mais o grupo que vai governar o Amapá pela quarta vez.

No entanto, o grupo corre risco de fragmentação por não suportar as numerosas ambições e vaidades dos antigos e novos aliados. A primeira prova de fogo será a divisão de espaços no novo governo. Não será fácil acomodar todos aqueles que ajudaram Waldez a vencer Capiberibe no segundo turno.

Quem for contemplado, passa para a fase seguinte e disputará a indicação na eleição para prefeito de Macapá. Fala-se que o escolhido deve ser indicado por Jaime Nunes com um nome do PDT de vice. Mas nada oficial, por enquanto.

Contados os mortos e feridos de 2020, haverá novo perfilhamento da tropa e busca de alianças. Dessa vez, com Waldez quase certo para senador e Jaime, naturalmente candidato ao governo, em 2022.

Em quatro anos, muitas serão as intrigas, promessas cumpridas e quebradas. Assim como, muitas também serão as surpresas. Afinal, em se tratando de política nada é exato. Até mesmo os aliados de hoje são potenciais inimigos amanhã e vice versa.

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