Por conta de som precário da prefeitura, Safadão remarca show e revolta público no Macapá Verão

Mesmo custando R$ 59 milhões, a estrutura do Macapá Verão 2025 virou polêmica no último domingo (20), após o cantor Wesley Safadão cancelar sua apresentação na Praça Jacy Barata Jucá. A decisão foi atribuída à precariedade no sistema de som e, segundo fontes, ao atraso no pagamento da segunda parcela do contrato, avaliado em R$ 1 milhão.

A Prefeitura de Macapá alegou “problemas técnicos” para justificar o cancelamento, mas Safadão gravou um vídeo explicando que o equipamento de som fornecido não atendia às necessidades do show. Segundo ele, o sistema teria capacidade para um público de, no máximo, 5 mil pessoas, muito aquém das mais de 100 mil pessoas esperadas no evento. O público enfrentou chuva no local à espera do artista, o que aumentou a frustração.

O presidente da Fundação Municipal de Cultura (Fumcult), Caetano Bentes, que foi vaiado pelo público, negou qualquer pendência financeira e informou que a apresentação foi remarcada para o dia 24 de julho. A situação, no entanto, reacendeu críticas de artistas e moradores, que apontam recorrentes atrasos nos pagamentos a músicos locais nos últimos anos de Macapá Verão.

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