Suspensão de atendimentos do SUS no São Camilo tem cheiro de armação política

É, no mínimo, estranho que um hospital que se diz beneficente e traz até nomes de dois santos (São Camilo e São Luís) suspenda o atendimento à população pobre, colocando vidas em risco por dinheiro. Sim, segundo nota pública do São Camilo, a motivação é financeira. Também em nota, o governo reconhece a dívida e diz que vinha negociando um parcelamento. Mas foi surpreendido com a mudança da diretoria do hospital e o encerramento das negociações.

Se a questão é financeira, porque não aceitar o parcelamento e receber o que o que lhe é devido? Negar atendimento à quem precisa vai pagar a dívida? É óbvio que não.

Aí a coisa começa a cheirar mal. Começa a cheirar à politicagem. Além colocar em risco a vida das pessoas, cuja a maioria são pobres que não podem pagar um tratamento particular, a decisão do São Camilo impõe um desgaste ao governo, dando à oposição as armas para promover o terrorismo midiático sincronizado que se observa, principalmente, nas redes sociais.

Outro fato que chama a atenção é que a dívida se arrasta desde 2012 e, não se tem notícia de que, ao longo desse período de mais de 10 anos, o hospital tenha agido dessa forma. Porque só agora com um governo que está há cerca de 3 anos tentando arrumar a bagunça dos outros governadores?

Pode ser só coincidência, mas o fato estarmos as vésperas de uma eleição para o governo faz a decisão cheirar muito mal. Seja por dinheiro, como declara o hospital, ou seja por armação política, como suspeitam outras  pessoas, ao tomar essa decisão, o São Camilo penaliza quem precisa do atendimento da rede privada, não recebe o que lhe é devido e alimenta o caos tão desejado por quem torce pelo “quanto pior, melhor”.

Lamentável!

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