Silêncio de Furlan é sintoma de preocupação com gravidade de fatos apurados pela Polícia Federal

O prefeito Antônio Furlan não deu “pio” sobre a operação da Polícia Federal, que cumpriu mandato de busca e apreensão contra ele e outros 12 alvos para investigar suspeita de fraude em licitação, desvio de recurso público e lavagem de dinheiro na obra do Hospital Municipal de Macapá. Furlan nem mesmo veio com aquele blá, blá, blá de “a velha política está me perseguindo”. E o silêncio é sintomático: o prefeito de Macapá está preocupado com a gravidade do que foi revelado e o que ainda pode surgir na apuração da Polícia Federal.

O fato de a investigação ter sido pedida pela Procuradoria Geral da República também é motivo de preocupação. Na PGR não há como ser blindado por vereadores. Além disso, na Câmara Municipal, as coisas também tendem a se complicar com a abertura de CPIs para investigar as suspeitas de corrupção que se multiplicam dia após dia.

Parece que o rei está nu e seu silêncio diante dos fatos é o indicativo de que o horizonte começou a ficar embaçado.

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